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Arte e Género

Através da dinamização de sessões temáticas sobre as questões da Igualdade de Género prevê-se a produção de materiais artístico-interventivos, construídos pelas pessoas idosas, que possam futuramente vir a ser aplicados junto de outros públicos como forma de desconstrução de estereótipos e promoção do empoderamento e autonomia.

Resumo das Sessões Arte e Género

No âmbito desta actividade foram realizados dois painéis artísticos sobre o tema dos Direitos Humanos e Cidadania, pelo Centro de Desenvolvimento Comunitário Bairro dos Lóios (Lisboa) e pela Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos da Torre da Marinha (Seixal). Ambas as instituições receberam a equipa do Projecto Quebrar Barreiras, justamente para sessões sobre essa temática, respectivamente em 17 de Junho 2013 e em 10 de Julho 2013.

No caso do CENTRO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO BAIRRO DOS LÓIOS, onde a organização de actividades do Centro, sendo embora uma instituição da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, é feita de uma forma muito participada pelas/os utentes (numa óptica de co-gestão e deliberação colectiva) o painel produzido sobre Direitos Humanos revela o empenho e as preocupações/ambições de cada participante na sua construção.

Neste caso, o painel em forma de hexágono "DIREITOS DOS IDOSOS" construído com os testemunhos das pessoas idosas da instituição:
- exibe os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
- repete alguns artigos, destacando alguns, como "direito à saúde", "direito à reforma ou pensão social", "direito à dignidade e respeito", "direito à liberdade em segurança", "direito ao lazer e à aprendizagem ao longo da vida", "direito à alimentação", etc. O testemunho de um grupo de idosas resume: "Nós precisamos de uma reforma digna e não uma reforma de miséria. Consultas pagas nos postos médicos e nos hospitais e transportes gratuitos para as pessoas idosas e deficientes".

Alguns dos testemunhos expostos no painel: "ter direito a receber carinhos dos familiares (não ficar isolada/o)"; "o idoso deve ser respeitado nos autocarros pelos meninos da escola"; "direito a sermos acompanhados até ao último dia de vida"; "o idoso tem de ser sempre bem tratado" [várias vezes repetido]; "os idosos têm direito a ser tratados com muito amor e carinho e ser estimado"; " direito a ser visitado quando for necessário"; " o idoso tem de ser sempre reconhecido como pessoa"...

No geral, as ideias que mais sobressaem deste "jornal de parede" colocam a tónica na necessidade sentida de... carinho, mimo, respeito, estima, e ainda "direito a ter uma pessoa que olhe por mim" e "direito a ser acompanhado ao longo da vida".

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No caso da ASSOCIAÇÃO UNITÁRIA DE REFORMADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DA TORRE DA MARINHA foi elaborado um painel quadrado em cortiça (material nobre do concelho) intitulado Direitos Humanos. Os elementos que compõem o painel são bastante diversificados: peças de renda/croché, bonecos em malha/lã, bonecas em pano e em cortiça, fotografias de muitas pessoas utentes da instituição aquando da produção do placard, quer de outros eventos como festas, passeios e convívios. O mural inclui ainda peças de artesanato – sejam em cortiça, sejam em alumínio recortado e trabalhado, simbolizando dois músicos estilizados a tocar contrabaixo e guitarra.

Neste caso não são elencados os direitos humanos constantes da Declaração Universal, mas são exibidos textos elaborados por cinco utentes – Agostinho Cunha, América Roldão, Vitória Pinto, José Mantas e Noémia Silva – que traduzem uma reflexão pessoal sobre o estado do mundo ou a condição da pessoa na terceira idade.
Escreve, à mão, Noémia Silva, 89 anos:

"Amor, amor. Recursos humanos na terceira idade: dançar faz bem, temos liberdade, dançar é terapia, a isso temos direito; faz bem à saúde, mas não tenho feito".

Agostinho Cunha optou por fazer versos:
"Vamos todos ser amigos
A bem da cidadania
Nunca esquecendo os mendigos
Seja de noite ou de dia.

Esta frase é muito ouvida
Já ouço há muitos anos
Às vezes é proferida
Até por tiranos.

Cidadania é bem-estar
Por muito reconhecida
Há quem não saiba respeitar
A sua própria vida.

Direitos humanos são
Para nós uma virtude
Ter um bocado de pão
E ter direito à saúde.

Nesta nossa sociedade
Neste mundo em confusão
Há quem não tenha liberdade
No seu próprio coração.

Neste mundo desigual
Há muito por fazer
Mesmo a nível mundial
Temos muito que aprender".

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No âmbito de uma outra sessão realizada no CENTRO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO BAIRRO DOS LÓIOS sobre "Feminismos e Estereótipos de Género" que reuniu cerca de 30 pessoas. Após este primeiro momento, seguiu-se um segundo com uma actividade pensada e planeada pela voluntária da organização em que utilizando a metodologia do Paraquedas Recreativo procurou debater e reflectir com as pessoas que estiveram presentes na sessão sobre as questões dos feminismos.

A metodologia Paraquedas Recreativo consiste num trabalho de equipa exigindo coordenação motora ampla e reflexão em que as dinâmicas consistem em jogar para cima do Paraquedas diferente material, que no caso desta actividade foram papéis escritos com afirmações das pessoas idosas sobre os feminismos e igualdade de género. O objectivo consiste posteriormente em abanar o Paraquedas e cada pessoa apanhar um papel que venha ter com elas, lê-lo e debater em grupo a afirmação. Desta forma, é proporcionado um primeiro momento de reflexão pessoal – escrever individualmente no papel – e um segundo momento de reflexão colectiva – debater as afirmações.

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