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Género e Envelhecimento – Revista ex aequo

Género e Envelhecimento Ex aequo n26 1Ano de Edição: 2012
Editorial: A ex aequo, no segundo semestre de 2012, dedica o seu Dossier Temático à problemática do envelhecimento, numa ótica de género, integrando-se na reflexão europeia sobre o Envelhecimento Ativo e a solidariedade entre Gerações, tema a que a União Europeia dedicou o presente ano.

Um maior conhecimento e subsequente compreensão da situação das pessoas idosas não podem deixar de ter em conta que estas não são um grupo homogéneo, mas um grupo etário (ou um conjunto de subcategorias etárias, dado o progressivo aumento da longevidade) permeado por muitas variáveis, entre as quais o sexo e a identidade de género, e inserto num determinado tecido social, também ele condicionado por relações sociais de género. A promoção da cidadania ativa e da qualidade de vida de mulheres idosas e de homens idosos implica questionar os diferentes padrões de autonomia, seja material, seja de decisão, seja na esfera pública, seja na vida privada e íntima; exige, ainda, desconstruir paradigmas de reconhecimento social e rever conceitos, como o de população ativa.

Não se pode deixar, também, de ter em conta que o fenómeno atual de feminização da população idosa apresenta uma tendência de crescimento, prevendo-se, por exemplo, segundo as projeções do Instituto Nacional de Estatística (Portugal), que em 2060, só no escalão etário de 85 ou mais anos, haja mais de 450.000 mulheres para menos de 300.000 homens.
O Dossier «Género e envelhecimento: indicadores, problemáticas e desafios para a intervenção», coordenado por Cristina Coimbra Vieira e Heloísa Perista, visou reunir resultados de investigações nacionais e estrangeiras que tenham abordado o fenómeno do envelhecimento numa perspetiva de género, «quer dando conta das suas expressões na vida de homens e mulheres, quer apontando para eventuais propostas de intervenção, e da responsabilidade dos organismos do poder central e local e da própria sociedade civil numa perspetiva de gender mainstreaming», como sublinhavam as autoras no apelo a contributos. No texto introdutório ao Dossier, as coordenadoras entreabrem o conteúdo de cada um dos textos, exortando-nos à sua leitura, e destacam a sua valia para o delineamento e concretização de práticas promotoras do envelhecimento ativo de mulheres e de homens.

 

Mais em: www.bulhosa.pt

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